quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

MESTRES DA CULTURA




Quem é que todas as manhãs, tardes e noites respira e (sobre)vive através de tanta Arte? Homens e mulheres que dentro de suas simplicidades escrevem, carregam peso, costuram, talham madeira, raspam gesso e isopor, preparam a tinta para o rolo de prensa, separam cores, penas e tecidos para fantasias, que alinham (ainda!) tipos para formar textos imortais no cordel, ensinam a ginga para a criança, adolescentes e adultos dentro da dança e do jogo da capoeira, que através de uma conversa trocam Ideias e Experiências. 


Com suas sabedorias iniciam seus neófitos para a imortalidade destes costumes que fazem o tempo carregar adiante para a transformação de todos a seu modo, de maneira e escolha de cada um, para usarem todas essas informações e conhecimentos. 

A iniciação é algo antigo. E que, já perdeu em muito seu significado com o tempo ou por culpa dos homens que a empobreceram. Estes Mestres ainda acordam cedo, ensinam pacientemente costumes antigos também, para que a Arte permaneça eterna nos homens e não no tempo. Seus iniciados carregam, esculpem, recebem as ordens e realizam com tanta simplicidade que não entendem ou pensam o significado enorme para a história e para a filosofia que eles realizam. 

A filosofia É todo o Saber. Mas como chegar até aprender a ler, estudar, compreender este Todo, este É, O Saber? Mestres, homens e mulheres que sabem e por saberem ensinam. Devemos ter o cuidado de zelar essas pessoas, já que são patrimônios do tempo, os deuses permitiram a eles desvelarem o que não estava a altura de todos.