domingo, 10 de agosto de 2014

Filosofia nos Quadrinhos - Apresenta Sandman

Sandman, Rei do Sonhar, quadrinho riquíssimo em obras literárias, poesias, poemas, filosofia, muita filosofia. É uma outra obra que pode ser redirecionada para alunos e acadêmicos, com o intuito de estudo e apreciação para debates filosóficos. Esta obra além de ser lida por obrigação, deve estar nas estantes de todos e sempre passar adiante para outras pessoas. 
Abaixo uma sinopse do quadrinho e uma breve explicação do vasto mundo do sonhar... para os interessados entrem no Dark Club e baixem todas as edições. Topico Sandman 1989


Você já leu Sandman? Lembra daquela vez em que o Rei do Sonhar desceu até o Inferno para recuperar seu elmo mágico? Lúcifer, o senhor das trevas com a cara do David Bowie, deixou que ele desafiasse um demônio só para, depois, avisar que, no Inferno, não valiam os acordos e o coitado não tinha a menor chance de sair de lá…
Quem se liga em Histórias em Quadrinhos sente aquele friozinho só de lembrar qual era a sensação de abrir uma nova revista do Sandman, com uma aventura que prometia tudo: suspense, ação, ficção, romance, comédia, terror… e que conseguia ser ao mesmo tempo um clássico. Cult total.
A série, criada pelo inglês Neil Gaiman, transformou-se no elo comum a milhões de sonhadores no mundo inteiro na virada dos anos 80 para os 90. Até então, a DC Comics apostava no Monstro do Pântano, com histórias de Alan Moore (um gênio, minha gente, aquele que criou Watchmen e Do Inferno), para fazer quadrinhos adultos na sua linha Vertigo. Com Sandman, o selo virou um sucesso. E olha que parecia tarefa de outro mundo: Gaiman pegou uma personagem antiga e esquecida da editora e criou a sua própria versão. Sandman deixou de ser um detetive, que usava um gás para adormecer seus inimigos e passou a ser o Deus dos Sonhos, Lorde Morpheus, aquele que reina nos domínios oníricos quando todos os seres humanos fecham seus olhos e… sonham.
Morpheus virou mania. Não havia história em que não pudesse aparecer, nem que fosse como coadjuvante. Ou ele ou um de seus irmãos, os Perpétuos: Destino, Delírium, os gêmeos Desespero e Desejo e a mais querida, a Morte. Ela era uma mocinha com a cara da cantora Siouxsie – mas que foi inspirada em Cinnamon, uma amiga do desenhista Mike Dringenberg. Foi ele que deu ao protagonista da série um estilo único, ainda que lembrasse o Robert Smith, do The Cure. Bastava ver um cara vestido de capa preta, cabelo despenteado, visual gótico, para fazer um fã da série reconhecer o outro. E sorrir, com aquela cumplicidade de quem diz: “Sei do que você está falando…”
Mas quem sabia mesmo das coisas era Gaiman. Com Sandman, mestre ou parente de tantos outros que circulam no reino dos sonhos e dos homens, ele conquistou uma platéia que não curtia quadrinhos (ou achava que não curtia). Gente que mergulhou de cabeça nesse universo repleto de referências. É que uma história de Sandman nunca é só um conto: tem desdobramentos, um pouco de história, citações a autores… Muitos seguidores se uniram em clubes só para tentar “desvendar” as pistas deixadas por Gaiman em suas histórias. E são tantas…!
Sandman levou os quadrinhos para uma dimensão além dos super-heróis. Nada contra o Batman (que o desenhista Dave McKean, autor das capas de Sandman, recriou em Asilo Arkham), o Super-Homem, o Homem-Aranha ou os X-Men, mas, para os fãs de Sandman, havia uma boa “desculpa” para gostar mais dele do que dos outros: Morpheus é mais poderoso do que o Homem de Aço, mais esperto do que Peter Parker, mais soturno do que o Homem-Morcego e domina seus poderes sobre-humanos muito melhor do que os alunos do professor Xavier. É um deus, capaz de conduzir os caminhos dos homens, o meu, o seu, o de todo mundo.
Ficar aqui falando de Sandman pode ser tentador, embora nunca um prazer comparável ao de se ler suas histórias. Se você ainda não experimentou, reserve um tempo e devore o que encontrar. Comece do número 1, que vai fazer toda a diferença. Mas se não der, basta viajar no enredo assustador da série “A Casa de Bonecas”, em que Sandman captura vários pesadelos que deixaram o reino dos sonhos e decidiram habitar nosso mundinho… Para os menos pacientes, a receita está nos contos de “Fábulas e Reflexões”, em que Morpheus interfere na vida de homens importantes que fizeram história (fazendo a gente pensar: “que legal se fosse verdade!”). Ou as parábolas de “Convergências”, cheias de pensamentos…
Esquece. Vá ler e pronto! E depois conte para o seu melhor amigo como foi que o Sandman conseguiu escapar do Inferno… Por Omelete
AQUI TAMBÉM PODE SER VISTO UM VIDEO FEITO POR ACADÊMICOS QUE RETRATA UM TRECHO DE SANDMAN EM UMA BATALHA NO INFERNO PARA READQUIRIR UM ITEM DE PODER

Vai ser difícil você encontrar alguém que tenha lido ‘The Sandman’ de Neil Gaiman e não concorde com a opinião de Straub.
Uma mistura espetacular de genialidade, abstração, surrealismo, criatividade e fantasia: há muito pouco no mundo da literatura, seja em quadrinhos ou não, que se compare a esta obra-prima.
The Sandman conta a história de uma família de entidades míticas chamadas de Endless, ou Perpétuos.
“O que você precisa saber antes de começar: existem sete criaturas que não são deuses, eles já existiam muito antes da humanidade sonhar com deuses e ainda vão existir depois que o último deus estiver morto. Eles se chamam Perpétuos.” - The Sandman, Vol. 7 (Brief Lives)
As histórias narradas no HQ se passam neste universo “gerido” pelas leis dos Perpétuos e todas sempre envolvem – mesmo que superficialmente – pelo menos um dos membros da família.
Uma descrição rápida sobre cada um dos nossos sete, do mais velho para o mais novo.

Destino

Destino usa um capuz e está sempre algemado ao seu livro com toda a história de todos os universos, passado, presente e futuro. Ele é cego e extremamente sério. Seu lar é um monstruoso jardim em forma de labirinto.

Morte

Morte é cheia de personalidade, ela é alegre e divertida na maior parte do tempo. Sempre usa roupas pretas e um colar com o símbolo egípcio do ankh que significa “vida eterna”.

Sonho (Sandman)

O senhor dos sonhos é alto e pálido, muito sério e tradicional. Ele não entende piadas ou sarcasmo e é extremamente responsável com os seus afazeres. Encarregado da criação de sonhos e pesadelos, ele é o protagonista da história.

Destruição

Alto e ruivo, destruição tem um quê de Thor, na minha opinião. Ele só aparece um pouco mais na frente na narrativa e nos é dito, quase que desde o princípio, que ele abandonou seu reino e suas responsabilidades há muito tempo atrás por motivos que só são explicados mais adiante.

Desejo e Desespero


São gêmeos. Desejo é um híbrido entre homem e mulher e mora em uma grande castelo de carne e sangue no formato de um colossal corpo humano. Seus aposentos se localizam no coração.
Desespero mora nas brumas cheias de espelhos que refletem o sofrimento de seus sujeitos. Tem uma vasta coleção de ratos como animais de estimação.

Delírio

A jovem Del já foi outra coisa. Mas ela enlouqueceu e mudou de nome. Colorida e mentalmente instável, os diálogos envolvendo sua personagem devem ser lidos com atenção porque ela se perde com facilidade e muda de assunto o tempo inteiro.
“Mas, Ju, se a história é sobre a família inteira, porque o nome é ‘The Sandman’?”
Sandman é um dos nomes do Senhor dos Sonhos e ele é o personagem que aparece na maioria avassaladora das histórias. Todas as narrativas principais o envolvem e por fim, quando você lê o HQ percebe que é a história de Sandman e seus irmãos.
“E por que esse nome: Sandman?”
Sandman ou “o homem da areia” é um mito infantil: quando as crianças dormem, o Sandman vem e joga areia em seus olhos para elas terem bons sonhos. Por isso que de manhã você acorda com aquela sujeira nos olhos: é a areia do Sandman (de acordo com o mito =P)
A história se completa em dez volumes principais.

Vol 1 – Preludes & Nocturnes (Prelúdios e Noturnos)

É o começo. Um culto de magia negra tenta aprisionar a Morte para serem senhores da vida eterna, mas algo dá errado e ao invés de capturar a Morte, os membros do culto pegam seu irmão mais novo: Sonho. O primeiro volume da épica aventura de Gaiman conta a história da época de aprisionamento de Morpheus, sua fuga, sua vingança, o retorno ao seu reino e a busca pelos seus itens de poder roubados pelos humanos.

Vol 2 – Doll’s House (A Casa de Bonecas)


Sandman caça pesadelos que escaparam do seu reino durante sua ausência até uma convenção de serial killers – uma das coisas mais originais que já li na minha vida – e a presença de um Vortix do sonho pode ter sido um plano para enganar Sandman que pode ter sido elaborado por alguém muito próximo a ele.

Vol 3 – Dream Country (Terra dos Sonhos)

Histórias curtas e independentes que se passam neste universo elaborado por Gaiman e que contam com a presença eventual de membros da família dos Perpétuos.

Vol 4 – Seasons of Mist (Estação das Brumas)

Provavelmente a história mais épica e famosa de Sandman: Lúcifer fechou as portas do Submundo e entregou a chave do seu reino para Sandman como um presente e uma maldição. Agora, povos de todos os universos e todas as mitologias vão vir até Lord Morpheus com presentes, subornos e ameaças para conseguir para si o que Lúcifer Morningstar deixou para trás, na narrativa conhecida como o Leilão da Chave do Inferno.

Vol 5 – A Game of You (Um Jogo de Você)


Conta a história de Barbie, que viaja pelo mundo dos seus sonhos tentando enfrentar o Cuckoo.

Vol 6 – Fables and Reflections (Fábulas e Reflexões)

Mais histórias independentes.

Vol 7 – Brief Lives (Vidas Breves)

Outra de minhas favoritas. Delírio resolve que está na hora de trazer Destruição de volta para casa e vai atrás de seus irmãos buscando companhia para sua aventura. Sonho resolve acompanhá-la e os dois vão atravessar o “Waking World” ou o “Mundo Acordado” – como Sandman se refere ao mundo humano – para tentar completar seu objetivo.

Vol 8 – Worlds’ End (Fim dos Mundos)


Quando uma tempestade atemporal e interdimensional atinge todos os universos, viajantes ficam ilhados na Pousado no Fim dos Mundos. Para passar o tempo, cada um deles conta uma inacreditável história do lugar de onde veio. Não é surpresa alguma que cada uma das narrativas pode acabar envolvendo um encontro de algum tipo com pelo menos um dos Perpétuos. Mas o que causou a tempestade? Isso é algo que você, e todos os hóspedes no fim dos mundos, vai descobrir nas últimas páginas.

Vol 9 – The Kindly Ones (Entes Queridos)

Essa é a história que encaminha a narrativa para o seu final. Mostra as Três Fúrias em seu plano de vingança e punição a alguém que quebrou as regras.

Vol 10 – The Wake (Despertar)

Qualquer coisa que eu diga sobre o último volume de The Sandman pode acabar sendo um spoiler imperdoável. Então, eu vou me abster de fazer qualquer comentário.