segunda-feira, 28 de julho de 2014

O QUE PENSAR DO SBPC-ACRE?

Um encontro realmente esperado aqui na região. O Acre não tinha recebido um evento dessas proporções ainda, e, os acadêmicos e futuros acadêmicos já estavam ansiosos para mostrarem seus interesses e aptidões para a ciência e tecnologia.
Andar por todo o campus da UFAC e encontrar várias pessoas de vários estados e de alguns países foi algo realmente interessante, revelando toda a possibilidade que as pessoas oferecem para estudos de uma coisa que seja, são várias formas de se observar e analisar, oferecendo também grandes possibilidades.
A UFAC – Universidade Federal do Acre, foi ocupada com experimentos de alunos da rede de ensino particular e pública, além de acadêmicos de universidades de outros estados; laboratórios de centros de tecnologia como o Centro Espacial Brasileiro, Museu Itinerante de Ciência e etc. Ver filas enormes de espera cheias de crianças e adolescentes esperando para ver o planetário, tirar fotos com os militares em seus estantes da Marinha, Aeronáutica e Exercito foi muito bom.































Mas e a parte cientifica e de encontros, palestras e conferencias? Foi algo grandioso - no meu caso - desesperador você ter vários cursos, mas você poder apenas fazer um logo pela manhã bem cedo, e depois vários encontros espalhados com vários doutores, mestres e professores, explicando suas teses, artigos e experimentos. Debates eram prolongados dentro e fora das salas, os corredores eram uma extensão onde continuava a aula e trocavam experiências entre os ministrantes e ouvintes de outras palestras e encontros. Os ministrantes deixando contatos para trocas de livros, artigos e oferecer material para estudo. Você notar que, várias pessoas já possuem estudos e mais estudos sobre seu estado é magnífico, por saber que existem óticas diferentes que nos observam e esperam realizar melhorias também por aqui. Tivemos estantes com as instituições militares que mostraram à crianças, adolescentes e adultos todo o aparato tecnológico que eles possuem e desenvolvem, revelando campos de estudos dentro desses grupos. P. ex., as bases na Antártida da Marinha, o submarino nuclear desenvolvido e construído aqui mesmo no Brasil, tecnologias para estudo do mar, armamentos do exercito e de tecnologias de movimentação e localização. Várias fundações de ensino e pesquisa cientifica compareceram oferecendo livros, revistas e, um breve relatório em panfletagem ou revista sobre as pesquisas já desenvolvidas e as que ainda estão patrocinando, além claro, do apoio para futuros pesquisadores e interessados, as portas estão abertas para as pessoas que necessitam de patrocínio e de assistência, essas fundações aguardam o contato para esclarecimentos e saber como podem realmente ajudar nos trabalhos futuros.








Pude no meio destes estandes de grandes grupos, editoras, fundações, ver um grupo de amigos com os seus próprios estandes, jovens que durante uma conversa teriam criado uma ideia, e essa ideia foi levada a frente. Luis Felipe de Melo, desenvolveu um jogo, toda a programação, gráficos, personagens e história, possibilitando os transeuntes na feira de jogarem a primeira fase do jogo e desafiar o chefão. Parece simples isso? Não, é algo difícil e vale todo o esforço dele e de todos os que conseguiram o espaço lá dentro para mostrar suas capacidades. Tivemos outro jogo de invasão alienígena Space Visitors, programas de localização de serviços prestados, escritório de design com foco em construção de marcas do amigo Dimitri Kawada e muitas outras coisas, isso feito por jovens promissores e que já realizam isso tudo sozinhos, mas agora apoiados, e observados, já que todos os viram diante de uma feira de grandes proporções. Pessoas como eles, precisam ser vistos, não somente para mostrarem seus trabalhos, mas para as pessoas daqui, notarem que existe espaço e capacidade de realizar tamanho feito, sem esperar ir para longe, ou até mesmo sair do país. Acredito que eles serão símbolo para muitos outros jovens e adultos. Parabéns!


Dimitri (camisa branca)

Fenelon, Aaron Joel (filho) ao lado do meu filho Luis Felipe


Eu (Renis) e o Samurai Seringueiro - projeto de Luis Felipe



Além disso tudo a SBPC ofereceu espaço aberto aos artesãos locais e vizinhos como Peru e Bolívia, espaço para comidas típicas e plantas regionais, além de proporcionar exibições com danças regionais e música com bandas do estado e grupos artísticos.


























Todas as fotos são de Aaron Joel, meu filho de 5 anos.
Mas, tamanho foi o sucesso da SBPC Indígena, com várias etnias discutindo vários assuntos de importância para sobrevivência da cultura, costumes, idioma, arte e do próprio povo nativo. Achei muitíssimo interessante a forma deles se tratarem como Parentes, mesmo de etnias diferentes. Observar em sala uma reunião com vários pajés, trocando experiências e apontando dificuldades que sentem em passar tamanho Conhecimento para os mais novos, foi algo único.  Grupos de mulheres que debatiam seu fortalecimento dentro das tribos e posicionamentos, estudar a mitologia dos nativos e como eles observam o céu que muitos dentro da cidade nem se dão mais o trabalho de olhar, se mostra revelador como tantos saberes são deixado de lado, esquecidos ou ignorados por sua maioria Branca, por ser coisa de índio.  Deveriam enxergar mais longe sobre esse povo que é da Terra e do Brasil.




Acredito que tenha deixado marcas sim nas pessoas daqui, esse encontro. Claro, marcas também de desencontros, atrasos, desorganizações, falhas, criticas terão aos quilos por outros, não quero usar esse espaço para isso, quero oferecer a possibilidade de que os jovens tenham esperança, norte, disciplina e busquem realizar seus projetos. Sigam sempre em frente!

Texto de: Renis Ramos
Publicado por: Renis Ramos