segunda-feira, 8 de julho de 2013

Livro A Divina Comédia - Dante Alighieri


Divina Comédia (em italiano: Divina Commedia, originalmente Comedìa, mais tarde batizada de Divina Comédia por Giovanni Boccaccio) é um poema de viés épico e teológico da literatura italiana e da mundial, escrita por Dante Alighieri, e que é dividida em três partes: InfernoPurgatório e Paraíso . O poema chama-se "Comédia" não por ser engraçado mas porque termina bem (no Paraíso). Era esse o sentido original da palavra Comédia, em contraste com a Tragédia, que terminava, em princípio, mal para os personagens. Não há registro da data exata em que foi escrita, mas as opiniões mais reconhecidas asseguram que o Inferno pode ter sido composto entre 1304 e 1307-1308, o Purgatório de 1307-1308 a 1313-1314 e por último o Paraíso de 1313-1314 a 1321 (esta última data fecha com a morte de Dante). É uma viagem onde se sucedem diversos acontecimentos. O poema é, talvez, o maior do Ocidente e tem sua força na riqueza de suas alegorias, que tornam o texto um relato atemporal.

Dante escreveu a "Comédia" no seu dialeto local, ao criar um poema de estrutura épica e com propósitos filosóficos, Dante demonstrava que a língua toscana (muito aproximada do que hoje é conhecido como língua italiana, ou língua vulgar, em oposição ao latim, que se considerava como a língua apropriada para discursos mais sérios) era adequada para o mais elevado tipo de expressão, ao mesmo tempo que estabelecia o toscano como dialecto padrão para o italiano. Os mais variados pintores de todos os tempos criaram ilustrações sobre ela, se destacando Botticelli, Gustave Doré e Dalí. Dante a escreveu no dialeto toscano, matriz do italiano atual .
A Divina Comédia é hoje a fonte original mais acessível para a cosmovisão medieval, que dividia o Universo em círculos concêntricos. A obra moderna mais acessível a respeito dessa cosmovisão é The Discarded Image por C. S. Lewis. Foi ilustrada por Gustave Doré.
Ilustração de Gustave Dorë - click para ampliar
Ao lado de seu significado filosófico, o poema atinge o máximo do valor poético, pela grandiosidade da concepção e unidade da obra, pela sua alta espiritualidade. Toda a gama do lirismo humano está expressa na Divina Commedia. Tudo isso faz da Divina Comédia uma das maiores obras de arte literária de toda a humanidade, um livro único, inclassificável, reunindo filosofia, poesia lírica, epopéia, drama, uma obra que interpreta a grandeza e a miséria humana, na sua essência, traçando um retrato da humanidade, passada, presente e futura.
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Dante Alighieri 




Dante Alighieri (Florença, 1º de junho de 1265 — Ravena, 13 ou 14 de setembro de 1321) foi um escritor, poeta e político italiano. É considerado o primeiro e maior poeta da língua italiana, definido como il sommo poeta ("o sumo poeta"). Disse Victor Hugo que o pensamento humano atinge em certos homens a sua completa intensidade, e cita Dante como um dos que "marcam os cem graus de gênio". E tal é a sua grandeza que a literatura ocidental está impregnada de sua poderosa influência, sendo extraordinário o verdadeiro culto que lhe dedica a consciência literária ocidental.


Seu nome, segundo o testemunho do filho Jacopo Alighieri, era um hipocorístico de "Durante". Nos documentos, era seguido do patronímico "Alagherii" ou do gentílico "de Alagheriis", enquanto a variante "Alighieri" afirmou-se com o advento de Boccaccio.

Foi muito mais do que literato: numa época onde apenas os escritos em latim eram valorizados, redigiu um poema, de viés épico e teológico, La Divina Commedia (A Divina Comédia), o grande poema de Dante, que é uma das obras-primas da literatura universal e um dos pontos mais altos atingidos pelo espírito humano. A Commedia se tornou a base da língua italiana moderna e culmina a afirmação do modo medieval de entender o mundo.
Essa obra foi originalmente intitulada Comédia e mais tarde foi rebatizada com o adjetivo Divina por Boccacio. A primeira edição que adicionou o novo título foi a publicação do humanista veneziano Lodovicco Dolce publicado em 1555 por Gabriele Giolito de Ferrari.
Nasceu em Florença, onde viveu a primeira parte da sua vida até ser injustamente exilado. O exílio foi ainda maior do que uma simples separação física de sua terra natal: foi abandonado por seus parentes. Apesar dessa condição, seu amor incondicional e capacidade visionária o transformaram no mais importante pensador de sua época.

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