segunda-feira, 22 de abril de 2013

Grupos Filosoficos - Ordens Iniciáticas

Gostaria de colocar aqui, um material sobre algumas ordens iniciáticas que usam da filosofia para o desenvolvimento pessoal. Algumas destas são conhecidas através de mitos, fofocas ou comentários de falso compreensão sobre o verdadeiro objetivo desses grupos. 
Para um melhor entendimento, sugiro leitura e até mesmo a ida aos templos desses grupos para tirar suas duvidas caso as tenham. 
Algumas dessas ordens tiveram em seu meio filósofos que estudamos suas obras. Algumas delas são bem antigas.

Alguns nomes famosos: Platão - Pitágoras - Abraham Lincoln, Francis Bacon, Armstrong, Neil -  Astronauta - Benjamin Franklin - Sir Isaac Newton - Willian Shakespeare - Jakob Böhme - Martinez de Pasqually -  Louis Claude de Saint-Martin



Vamos à elas:


O filósofo grego Pitágoras, que deu seu nome a uma ordem de pensadores, religiosos e cientistas, nasceu na ilha de Samos no ano de 582 a.C. A lenda nos informa que ele viajou bastante e que, com certeza, teve contato com as idéias nativas do Egito, da Ásia Menor, da Índia e da China. A parte mais importante de sua vida começou com a sua chegada a Crotona, uma colônia Dórica do sul da Itália, então chamada Magna Grécia, por volta de 529 a.C.

De acordo com a tradição, Pitágoras foi expulso da ilha de Samos, no mar Egeu, pela tirania de Polycrates. Em Crotona ele se tornou o centro de uma organização, largamente difundida, que era, em sua origem, uma irmandade ou uma associação voltada muito mais para a reforma moral da sociedade do que uma escola de filosofia.

A irmandade Pitagórica tinha muito em comum com as comunidades Órficas que buscavam, através de práticas rituais e de abstinências, purificar o espírito dos crentes e permitir que eles se libertassem da “roda dos nascimentos”. Embora o seu objetivo inicial tenha sido muito mais fundar uma ordem religiosa do que um partido político, a Escola de Pitágoras apoiou ativamente os governos aristocratas. 

A verdade é que esta Escola chegou a exercer o controle político de várias colônias da Grécia Ocidental, principalmente as existentes no sul da Itália. Foi também a sua influência política que levou ao desmembramento e à dissolução da Escola de Pitágoras. A primeira reação contra os Pitagóricos foi liderada por Cylon e provocou a transferência de Pitágoras de Crotona para a cidade de Metaponto, onde residiu até à sua morte, no final do séc. VI ou no início do séc. V a.C.

Na Magna Grécia, isto é, nas colônias fundadas pelos gregos na Itália, a Ordem Pitagórica se manteve poderosa até à metade do séc. V a.C. A partir daí foi violentamente perseguida, e todos os seus templos foram saqueados e incendiados. Os Pitagóricos remanescentes se refugiaram no exterior: Lysis, por exemplo, foi para Tebas, na Beócia, onde se tornou instrutor de Epaminondas; Filolaus, que segundo a tradição, foi o primeiro a escrever sobre o sistema Pitagórico, também se refugiou em Tebas. 

O próprio Filolaus, junto com mais alguns adeptos de Pitágoras, retornou mais tarde à Itália, para a cidade de Tarento, que se tornou a sede da Escola Pitagórica. Entre eles estava Archytas, amigo de Platão, figura proeminente da Escola, não só como filósofo como também como homem de estado, na primeira metade do séc. IV a.C. No entanto, já no final deste século, os Pitagóricos tinham desaparecido, como Escola Filosófica.

A ESCOLA PITAGÓRICA
Parece que, por volta da metade do séc. V a.C., houve uma divisão dentro da Escola, De um lado, estavam os “matemáticos”, representados por nomes do peso de Archytas e Aristoxenus, que estavam interessados nos estudos científicos, especialmente em matemática e na teoria musical; de outro lado estavam os membros mais conservadores da Escola, que se concentravam nos conceitos morais e religiosos, e que eram chamados de akousmatikoi (plural de akousmata, os adeptos das tradições orais). Estes elementos – religiosos e científicos – estavam já presentes nos ensinamentos de Pitágoras.

As doutrinas ensinadas por Pitágoras são as seguintes:
1. - Em primeiro lugar, e acima de tudo, estava a crença de Pitágoras na existência da alma. Ele também acreditava na transmigração das almas dos indivíduos, mesmo entre diferentes espécies. Esta transmigração poderia ocorrer em seres mais ou menos evoluídos. Se um indivíduo tivesse uma vida virtuosa, o seu espírito poderia inclusive se libertar da carne, isto é, deixaria de reencarnar. Este conceito filosófico foi atribuído a Pitágoras por Platão, em sua obra Fédon (que relata os momentos que antecederam a morte de Sócrates pela ingestão de cicuta). Não se pode deixar de ressaltar a importância deste conceito na história das religiões.

2. - Levar uma vida virtuosa consistia em obedecer a certos preceitos, muitos deles vistos hoje como tabus primitivos, como, por exemplo, não comer feijão ou não remexer no fogo com um pedaço de ferro. Estritamente morais eram as três perguntas que cada um devia se fazer ao final do dia, e que eram: Em que é que eu falhei hoje? O que de bom eu deveria ter feito hoje? O que é que eu não fiz hoje e deveria ter feito? Um dos principais meios externos que ajudavam a purificar o espírito era a música.

3. - A fascinação da Escola pelos números deve-se ao seu fundador. A maior descoberta de Pitágoras foi a dependência dos intervalos musicais de certas razões aritméticas existentes entre cordas de comprimentos diferentes, igualmente esticadas. Por exemplo, uma corda com o dobro do comprimento de outra emite a mesma nota musical, mas uma oitava acima, isto é, mais aguda.
Tal fato contribuiu decisivamente para cristalizar a idéia de que “todas as coisas são números, ou podem ser representadas por números”. Este princípio foi a pedra de toque da filosofia de Pitágoras. Em sua obra Metafísica, Aristóteles afirma que os números representavam na filosofia de Pitágoras o que os quatro elementos – Terra/Ar/Fogo/Água representaram no simbolismo de outros sistemas religiosos. De acordo com este princípio, todo o universo poderia ser reduzido a uma ”escala musical e a um número”. Assim, coisas como a razão, a justiça e o casamento, poderiam ser identificadas com diferentes números. Os próprios números, sendo ímpares e pares, ou limitados e ilimitados, de acordo com Aristóteles, se constituíam na primeira definição das noções de forma e de matéria. 

Os números um e dois encabeçavam a lista dos dez primeiros pares de opostos fundamentais, dos quais os oito pares seguintes eram “um” e “muitos”, “direita e esquerda”, “masculino e feminino”, “repouso e movimento”, “reto e curvo”, “luz e escuridão”, “bom e mau” e “quadrado e oblongo”. Esta era a filosofia do dualismo metafísico e moral, através da qual se chegou ao princípio que via o universo como a harmonia dos opostos, no qual “o um” gerou toda a serie de números existentes.

Assim, a música e a crença no paraíso estelar, (originalmente associados à Astrologia da Babilônia) são os pontos de união entre o conteúdo religioso da filosofia de Pitágoras com os estudos matemáticos e científicos realizados mais tarde pela ala científica de sua Escola. O primeiro a apresentar um sistema compreensivo foi Filolaus, um de seus discípulos. 

A ARITMÉTICA PITAGÓRICA
Para Pitágoras a Divindade, ou Logos, era o Centro da Unidade e da Harmonia. Ele ensinava que a Unidade, sendo indivisível, não é um número. Esta é a razão porque se exigia do candidato à admissão na Escola Pitagórica a condição de já haver estudado Aritmética, Astronomia, Geometria e Música, consideradas as quatro divisões da Matemática. Explica-se também assim porque os Pitagóricos afirmavam que a doutrina dos números, a mais importante do Esoterismo, fora revelada ao Homem pela Divindade, e que o Mundo passara do Caos à Ordem pela ação do Som e da Harmonia. A unidade ou 1 (que significava mais do que um número) era identificada por um ponto, o 2 por uma linha, o três por uma superfície e o quatro por um sólido. A Tetraktys, pela qual os Pitagóricos passaram a jurar, era uma figura do tipo abaixo:
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representando o número triangular 10 e mostrando sua composição como sendo 1 + 2 + 3 + 4 = 10. Adicionando-se uma fileira de cinco pontos teremos o próximo número triangular de lado cinco, e assim por diante. Mostrando que a soma de qualquer série de números naturais que comece pelo número 1 é um número triangular. A soma dos números de qualquer série numérica composta por números ímpares e que comece por 2 é um número quadrado. E a soma dos números de qualquer série numérica de números pares que comece pelo número 2 é um número oblongo, ou retangular.

Este é o princípio matemático que levou à 47ª Proposição de Euclides, o matemático grego que divulgou o Teorema de Pitágoras, pelo qual o quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo é igual à soma dos quadrados dos dois outros lados, ou catetos. A demonstração deste teorema é a Jóia do Ex-Venerável mais recente de uma Loja Maçônica, em homenagem a Pitágoras, e que simboliza a doutrina científica e esotérica de sua Escola de Filosofia. O mesmo raciocínio usado na formulação do teorema acima, quando o triângulo retângulo é isósceles, (com catetos ou lados iguais) levou os Pitagóricos a descobrir os números irracionais, como, por exemplo, a raiz do número 2, que é igual a 1,4142,,,, (dízima periódica).

A GEOMETRIA PITAGÓRICA
Em Geometria não se pode obter uma figura totalmente perfeita, nem com uma, nem com duas linhas retas. Mas três linhas retas em conjunção produzem um triângulo, a figura absolutamente perfeita. Por isso é que o triângulo sempre simbolizou o Eterno – a primeira perfeição, o Grande Arquiteto do Universo. A palavra que designa a Divindade principia, em todas as línguas latinas, por um D, e em grego por um “delta”, ou triângulo, cujos lados representam a natureza divina. No centro do triângulo está a letra Yod , inicial de Jehovah – o Criador, expresso nos idiomas teuto-saxônicos pela letra G, inicial de God, Got ou Gottam, cujo significado filosófico é geração.

Numerosas – e valiosas – foram as contribuições da Escola de Pitágoras no campo da Geometria. Assim, por exemplo, a demonstração de que a soma dos ângulos internos de um triângulo é igual a dois ângulos retos, ou 180 graus. Também formularam a teoria das proporções e descobriram as médias aritmética, geométrica e harmônica. Foi ainda Pitágoras quem descobriu a construção geométrica dos cinco sólidos regulares, isto é, o tetraedro ou pirâmide de quatro lados, o octaedro, o dodecaedro e o icosaedro. A construção do dodecaedro requer a construção de um pentágono regular, também conhecida dos Pitagóricos, que usavam o Pentagrama ou Estrela Pentagonal ou Flamígera, como símbolo de reconhecimento entre os seus membros. 

Em resumo, a Geometria Pitagórica cobriu todos os assuntos da obra de Euclides, que compilou e registrou todo o conhecimento existente nesta área, na antiga Grécia.

A ASTRONOMIA PITAGÓRICA
Pitágoras foi o primeiro a afirmar que a Terra e o Universo tinham forma esférica. Ele também anteviu que o Sol, a Lua e os Planetas então conhecidos possuíam um movimento de translação, independente do movimento de rotação diário. A Escola de Pitágoras desenvolveu também um sistema astronômico, conhecido como sistema Pitagórico. A última versão deste sistema, atribuída aos discípulos Filolau e Hicetas de Syracusa, deslocava a Terra do centro do Universo, e fez dela um planeta do mesmo modo que os planetas então conhecidos, que giravam em torno do fogo central – o Sol. Este sistema, elaborado cerca de 400 a.C., antecipou em cerca de 2.000 anos os mesmos princípios defendidos por Galileu Galilei, pelos quais foi condenado pela Santa Inquisição. Galileu demonstrou a base científica do sistema, a partir da qual Copérnico e Kepler iriam comprovar que era o Sol e não a Terra o centro da Via Láctea – a nossa Galáxia. 

A MÚSICA PITAGÓRICA 
Pitágoras não só utilizava a música para criar uma inefável aura de mistério sobre si mesmo, como também para desenvolver a união na sua Escola. A música instruía os discípulos e purificava suas faculdades psíquicas. Na educação, a música era vista como disciplina moral porque atuava como freio à agressividade do ser humano. Pitágoras considerava a música o elo de ligação entre o homem e o cosmos. O Cosmos era para ele uma vasta razão harmônica que, por sua vez, se constituía de razões menores, cujo conjunto formava a harmonia cósmica, ou harmonia das esferas, que só ele conseguia ouvir.
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Pitágoras, avatar do deus Apolo, compunha e tocava para seus discípulos a sua lira de sete cordas. Deste modo ele refreava paixões como a angústia, a raiva, o ciúme, anseios, a preguiça e a impetuosidade. A música era uma terapia que ele aplicava não só para tranqüilizar as mentes inquietas, mas também para curar os doentes de seus males físicos.

Pitágoras foi o descobridor dos fundamentos matemáticos das consonâncias musicais. A partir daí, ele visualizou uma relação mística entre a aritmética, a geometria, a música e a astronomia, ou seja, havia uma relação que ligava os números às formas, aos sons e aos corpos celestes. A Tetraktys era o símbolo da música cósmica, e Pitágoras, como o deus da Tetraktys, era a única pessoa que podia ouvi-la. A teoria da música cósmica, ou harmonia das esferas foi descrita por Platão, no Timeu. Filolau, outro notável discípulo de Pitágoras também faz descrição minuciosa da teoria que resulta na música cósmica e na harmonia das esferas (ou planetas).

A HERANÇA DE PITÁGORAS
A história posterior da filosofia de Pitágoras se confunde com a da Escola de Platão, discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, e que foi também ardente admirador e discípulo de Pitágoras. Platão herdou, de um lado, as doutrinas de seu mestre e, de outro, bebeu a sua sabedoria nas mesmas fontes do filósofo de Samos. Segundo Amônio Sacas, toda a Religião-Sabedoria estava contida nos Livros de Thot (Hermes), onde Pitágoras e Platão beberam os seus conhecimentos e grande parte de sua filosofia.

Desde os primeiros séculos da era cristã que é comprovada a existência, em Roma, das práticas e doutrinas religiosas de Pitágoras, principalmente as relacionadas com a imortalidade da alma. Pitágoras disputava então, com outras religiões, um lugar predominante no panteão da Roma Imperial. A comprová-lo as capelas pitagóricas descobertas pela arqueologia, nas quais os iniciados aprendiam os mistérios de Pitágoras, e onde eram introduzidos no culto de Apolo.
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Os afrescos encontrados no sub-solo da Porta Maggiore, em Roma, mostram temas Pitagóricos. O nacionalismo romano também está ligado a Pitágoras através da obra Metamorfoses, de Ovídio, que nela relatou a teoria da reencarnação, defendida pelo filósofo de Samos. Os discípulos diretos de Platão também retornaram aos princípios Pitagóricos; e os neo-Platônicos, com Jâmblico, no séc. IV d.C. também os adotaram, juntamente com os mais recentes escritos Pitagóricos, isto é, os Hinos Órficos. Do séc. I d.C. ao séc. VI d.C. a doutrina de Pitágoras influenciou grandes filósofos que escreveram e divulgaram a sua filosofia. Alguns deles foram Apolônio de Tiana, Plotino, Amélio e Porfírio. 

Depois que os cristãos conquistaram, no séc. IV d.C. o controle do Estado, os Pitagóricos tornaram-se, gradualmente, uma minoria perseguida. No entanto, as idéias de Pitágoras continuaram a ser pregadas na antiga escola de Platão, a Academia de Atenas, e em Alexandria, até que no séc. VI d.C. Justiniano, imperador do Oriente, fechou a Academia e proibiu a pregação da filosofia e das doutrinas consideradas pagãs pelo catolicismo. A partir desta época prevaleceu a era do obscurantismo da Idade Média. Mas as doutrinas de Pitágoras foram abertamente pregadas por um período de 1.200 anos, que se estende do séc. VI a.C. ao sec. VI d.C.

Apesar de perseguido pela religião oficial Pitágoras foi, para grandes figuras do Catolicismo, como Santo Ambrósio, uma figura de referência por ter sido visto como intermediário entre Moisés e Platão, No séc. XVI, de acordo como o interesse do autor, Pitágoras era apresentado como poeta, como mágico, como autor da Cabala, como matemático, ou como defensor da vida contemplativa. Rafael, famoso pintor italiano, retratou Pitágoras como um homem idoso, de longas barbas, entre filósofos, no quadro “Escola de Atenas”. 

Embora remotamente, não podemos deixar de registrar a existência de pontos comuns entre a filosofia de Pitágoras e o sistema Positivista de August Comte. Pitágoras, racionalista, procurou explicar a cosmogonia universal através da ciência. Comte trilhou caminho semelhante. Antes de tudo, Pitágoras buscou o conhecimento da Verdade e só por isso já deve ser reverenciado por toda a Humanidade


BIBLIOGRAFIA
Pitágoras – Amante da Sabedoria - Ward Rutherford - Editora Mercúrio - São Paulo
Pitágoras – Uma Vida - Peter Gorman - Editora Pensamento - São Paulo
A Doutrina Secreta -Volumes II e V - H.P.Blavatsky - Editora Pensamento - São Paulo
Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia – Nicola Aslan – Artenova - Rio
A Simbólica Maçônica - Jules Boucher - Editora Pensamento - São Paulo
Maçonnerie Occulte et L’Initiation Hermétique – J.M.Ragon - Cahiers Astrologiques - Paris 
Diálogos - Platão - Abril Cultural - São Paulo


ANTÓNIO ROCHA FADISTA
M.'.I.'., Loja Cayrú 762 GOERJ / GOB - Brasil


ORDEM ROSACRUZ

A Ordem Rosacruz, AMORC, é uma organização internacional, de caráter cultural, fraternal, não-sectário e não-dogmático, de homens e mulheres dedicados ao estudo e aplicação prática das leis naturais que regem o universo e a vida. Seu objetivo é promover a evolução da humanidade através do desenvolvimento das potencialidades de cada indivíduo e propiciar uma vida mais harmoniosa para alcançar saúde, felicidade e paz. Para esse objetivo, a Ordem Rosacruz oferece um sistema eficaz e comprovado de instrução e orientação para um profundo auto-conhecimento e a compreensão dos processos que determinam a mais alta realização humana. Essa profunda e prática sabedoria, cuidadosamentePPppp pppP pPreservada e desenvolvida pelas Escolas de Mistérios esotéricos está a disposição de toda pessoa sincera, de mente aberta e motivação positiva e construtiva.
A Suprema Grande Loja é o órgão dirigente internacional que estabelece os princípios fundamentais de atuação da Ordem Rosacruz em todo o mundo: www.amorc.org

As Grandes Lojas da Ordem Rosacruz, AMORC, estão divididas em jurisdições para os idiomas do mundo:
Alemão, espanhol, francês, holandês, inglês, italiano, japonês, idiomas escandinavos, português, tcheco, eslovaco e grega
Além das Grandes Lojas, em alguns países existem centros administrativos regionais:
Bulgária, Finlândia, Hungria, Nigéria, Polônia, Rússia e África do Sul.

MISSÃO ROSACRUZ

"A Ordem Rosacruz, AMORC é uma organização internacional de caráter místico-filosófico, que tem por missão despertar o potencial interior do ser humano, auxiliando-o em seu desenvolvimento, em espírito de fraternidade, respeitando a liberdade individual, dentro da Tradição e da Cultura Rosacruz."


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A Ordre Kabbalistique de la Rose-Croix

Desde o século XVIII, o Sudoeste da França foi um local importante no mundo hermético. Foi o local de nascimento de célebres correntes religiosas provenientes do gnosticismo, dos Altos Graus maçônicos e de numerosas escolas Rosa-Cruz e kabbalística.

Essa região permaneceu como um local de origem inquestionável das sociedades iniciáticas ocidentais. Além disso, ela conservou um lugar idêntico no imaginário coletivo, ultrapassando largamente a própria França. Que as pessoas lembram por exemplo do enigma de Rennes, o Château, e do Priorado de Sião que se desenvolveu na região de Razès. Os assuntos herméticos e ocultistas sempre foram freqüentes nessa região.

Então, da mesma forma, é lá que se manifestou uma importante corrente iniciática: A Rosa-Cruz.
O visconde Louis-Charles-Edouard de Lapasse, médico e esotérico, fora o animador em Toulouse em torno de 1850.
A Tradição Rosa-Cruz presente nessa região permitiu o reencontro da tradição mística e simbólica alemã e as correntes herméticas mediterrâneas. Em razão dessa contribuição do hermetismo, ela manifestou mais notadamente a alquimia, a astrologia e uma certa forma de teurgia.
A Rosa-Cruz era, de fato, independente da Franco-Maçonaria; mas seus membros, na maior parte, estavam ativos nos seus diferentes graus. Eles criaram grupos com tendência hermética, kabbalística e egípcia.
Em 1884 o Marquês Stanislas de Guaita entrou em contato com o irmão Péladan, que tinha se ligado a essa Tradição Rosa-Cruz da qual falamos. Firmin Boissin era o atual Grão-Mestre. É por ele que Stanislas recebeu a transmissão da corrente hermética da Rosa-Cruz, uma grande parte do seu ensinamento e uma missão. Ele teve por encargo reunir numa Ordem, a autêntica iniciação Rosa-Cruz, composta por uma formação teórica de qualidade, centrada sobre as ciências tradicionais e os autores clássicos, assim como por um processo ritualístico preciso, sério e rigoroso. O único aspecto que devia permanecer visível era o ensinamento e os estudos, até então um pouco negligenciado nos grupos ocultistas.
Respeitando seus compromissos, é em 1888 que Stanislas de Guaita, naquela época com a idade de 27 anos, funda a "Ordre Kabbalistique de la Rose-Croix", (O.K.R.C).

Essa data não foi escolhida aleatoriamente. A Fraternidade da Rosa-Cruz de Ouro alemã, desde a origem segue um ciclo de 111 anos e seu sistema de graus foi reorganizado em 1777. Seguindo as diretrizes recebidas, Stanislas de Guaita então exteriorizou a Ordem 111 anos depois.

Paradoxalmente, sabe-se muito poucas coisas sobre a Ordem interna. Dado que seus rituais permaneceram em grande parte desconhecidos, por vezes certos historiadores até mesmo duvidaram da natureza de sua estrutura iniciática. Mas como poderia ser assim, se a conheceram as personalidade que presidiram o seu despertar naquela época?

A Ordem Kabbalística da Rosa-Cruz foi a contínua inspiradora de correntes espiritualistas ocidentais.A Ordem manifestou um paradoxo que nos coloca na mais pura tradição do Ocidente : uma visibilidade essencialmente cultural e espiritual da Ordem, um segredo sobre os ritos e um aprendizado clássico de grande qualidade.
É nesse espírito que foi concebida a Ordem e que continua a se perpetuar tanto no plano exterior quanto interior, ou oculto no seio do Colégio Invisível dos seis irmãos da Ordem e do Patriarca, dirigindo esse grupo.No plano da Ordem Interior, a sucessão ininterrupta foi sempre transmitida com a mesma atenção da exigência da Ordem Rosa-Cruz de origem, e na região que sempre foi o cadinho do hermetismo Rosa-Cruz : o Sudoeste da França.
Respeitando o ciclo tradicional de reativação da Ordem, é em 1999 que a Ordem interior pôde retomar seus trabalho ocultos. Em 2006, ao término de um período de ativação de 7 anos, a Ordre Kabbalistique de la Rose-Croix, novamente vivificada pela contribuição hermética, Rosa-Cruz e martinista pôde retomar suas atividades, transmitir novamente as iniciações e abrir seus Capítulos segundo os princípios internos da Augusta Fraternidade.

Presente hoje como outrora, sua herança conservou o vigor e a riqueza que lhe tem sempre permitido se adaptar à sua época, irradiando a chama da sua iniciação.


A Ordre Kabbalistique de la Rose-Croix tem uma estrutura internacional mista, ou seja, integrada por mulheres e homens.
A Ordem promove a total liberdade de consciência. Cada um vivendo-a livremente, podendo também abdicá-la livremente.
Longe de ser apenas uma escola filosófica ou simbólica, ela tem por objetivo desde sua criação, formar e iniciar Seres de Desejo, abrindo para eles as portas da verdadeira tradição Rosa-Cruz original, sob os auspícios de Hermes.



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A ORDO MILITIAE CRUCIFERAE EVANGELICAE – É fundamental mencionar a Militia Crucífera Evangélica como uma organização protetora, um movimento de guardiães da luz, idealizada pela Grande Fraternidade Branca. Criada na era cristã, seu propósito era o de proteger a cruz como símbolo místico, contra seu emprego errôneo por parte dos que realizavam cruzadas de perseguições aos que não aceitavam
uma interpretação sectária de seu simbolismo;seus métodos eram silenciosos e pacíficos. Esta organização ainda existe nos dias de hoje, com os mesmos ideais protetores, e constitui uma organização verdadeiramente secreta, a que só os bem preparados têm acesso.


A OMCE foi organizada pela primeira vez em 16 de julho de 1990 e é uma perpetuação da Tradição da M.C.E. reorganizada no Cruce Signandorum Conventus realizado em 27 de julho de 1586 em Luneberg, Alemanha. A Convenção foi registrada por Simon Studion em seu trabalho Naometria e dentre os participantes estavam incluídos representantes das Coroas da Inglaterra, Dinamarca, França e Navarra. O propósito da M.C.E. naquele tempo foi ativar os vestígios sobreviventes da Ordem do Templo de Jerusalém (os Cavaleiros Templários) e da Ordem Rosae Crucis e para concretizar as práticas e os ensinamentos doutrinários místicos e espirituais de ambas, para apresentá-los a um mundo à beira de uma crise religiosa. O propósito exterior da M.C.E. era proteger o significado religioso e místico da Cruz e impedir o seu uso como um instrumento de guerra. Em segundo lugar, a M.C.E. tinha por finalidade promover pacificamente a liberdade religiosa, a liberdade de pensamento, e a liberdade de pesquisa. O propósito Interior da M.C.E. era estabelecer um corpo exotérico de Servos da Luz para dirigir e guiar a humanidade em direção à iluminação mística. Um dos resultados desse propósito foi a manifestação do Rosacrucianismo do século dezessete que foi uma ativação da Ordem Rosae Crucis. Dentro da OMCE está a perpetuação de uma Tradição assim como a Fonte de uma Tradição. Mais importante, contudo, é a dedicação da Ordem em cumprir sua missão original e seu plano organizados nove séculos atrás, mas cuja inspiração remonta há muitos séculos. Colocado de forma simples, aquela missão é a de servir à humanidade e a todos os seus aspectos através do trabalho esotérico, místico e espiritual pelo estabelecimento dos sagrados princípios da liberdade, tolerância e harmonia e pela criação da prática espiritual. Desde seu estabelecimento a M.C.E. tem passado por períodos de operação ativa e passiva. A partir de 1990, a Milícia está em uma fase de ressurgimento mundial em resposta às exigências dos tempos. Embora a Milícia siga as Tradições compatíveis com aquelas dos Cavaleiros Templários e esposadas pelo conceito da Cavalaria, a OMCE, neste ciclo, não proclama ser descendente direta dos Templários.

O propósito da milicia

Hoje, a Ordo Militiae Cruciferae Evangelicae adota e perpetua os objetivos espirituais do movimento conhecido simplesmente como "a tradição esotérica ocidental". Não é de forma alguma uma ordem militar no sentido físico, pois os seus irmãos e irmãs são militantes somente em suas atitudes pessoais para cultivar e manter os princípios espirituais em suas vidas. Um dos princípios mais básicos diz respeito à lei segundo a qual os fins não justificam os meios na cultura desta Terra e na humanidade. As leis e princípios universais ou naturais se aplicam igualmente a todos e operam com ou sem o conhecimento e certamente sem o controle de qualquer indivíduo ou grupo. A eterna busca do conhecimento e da verdade segue o mesmo caminho interior do coração para todos, de acordo com a lei natural, independentemente de sexo, raça, credo ou origem. A todo indivíduo deve ser dada total liberdade para decidir qual caminho deve ser pessoalmente seguido.

A OMCE possui duas funções básicas: autodesenvolvimento e serviço à humanidade. Autodesenvolvimento para os homens e mulheres que se afiliam à OMCE e que devem ter um interesse sincero nos conceitos esotéricos, metafísicos, místicos e espirituais não-sectários e a motivação para aplicá-los em propósitos bons e práticos. A Milícia em si mesmo não deve ser considerada como um campo de treinamento inicial para essas disciplinas — existem outras organizações que executam essa tarefa admiravelmente. Mais exatamente, a OMCE oferece uma arena de ação para aqueles que desejam colocar, de forma efetiva, seu treinamento em prática. O "Alimento para a Alma" é oferecido aos membros na forma da doutrina da Ordem que, de acordo com a Lei Natural, é um processo de desenvolvimento e crescimento. A doutrina realmente vem dos oficiais superiores através da hierarquia de comando, mas na OMCE a doutrina também se desenvolve a partir dos próprios membros. Todo membro é encorajado a partilhar sua experiência e suas percepções interiores escrevendo discursos que, se estiverem de acordo com os princípios da Ordem, podem ser incorporados à doutrina oficial da Milícia na Comendadoria, Preceptoria, Priorado ou mesmo em nível mundial. O desenvolvimento esotérico e místico do membro é propiciado através de vários rituais, meditações e iniciações que podem ser conduzidos nas Comendadorias com outros membros ou, em alguns casos, na privacidade de seus lares.


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A TRADICIONAL ORDEM MARTINISTA

A Tradicional Ordem Martinista é uma Ordem iniciática cujo objetivo essencial é perpetuar o esoterismo judaico-cristão. Os martinistas estudam a história do ser humano, desde sua emanação a partir da Imensidade Divina até sua condição atual, bem como as relações que o ligam a Deus e à natureza. Pois, segundo o Filósofo Desconhecido, “... só nos podemos ler no Próprio Deus e nos compreender em Seu Próprio esplendor...”. O homem cometeu o erro de se afastar de Deus e cair no mundo material. Ao fazer isso, de certo modo adormeceu para o mundo espiritual e seu Templo Interior está em ruína. Ele deve então reconstruí-lo, pois se perdeu seu poder original, conserva no entanto seu germe e só a ele compete fazê-lo frutificar.

Em “O Ministério do Homem-Espírito”, Saint-Martin nos diz: “Homem, lembra-te por um instante do teu julgamento. Por um momento quero de bom grado te desculpar por ainda desconheceres o destino sublime que terias a cumprir no universo; mas pelo menos não deverias ser cego ao papel insignificante que nele cumpres durante o curto intervalo que percorres desde o teu berço até o teu túmulo. Lança um olhar sobre o que te ocupa durante esse trajeto. Poderias acaso crer que teria sido para um destino tão nulo que te verias dotado de faculdades e propriedades tão importantes?” Reencontrar esse estado paradisíaco que dele fazia um Pensamento, uma Palavra e uma Ação de Deus, tal é a busca martinista, a busca da “Reintegração”.



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Maçonaria, forma reduzida e usual de francomaçonaria, é uma sociedade discreta e por discreta, entende-se que se trata de ação reservada e que interessa exclusivamente àqueles que dela participam. De carácter universal, cujos membros cultivam o aclassismohumanidade, os princípios da liberdadedemocraciaigualdadefraternidade  e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.
A maçonaria é, portanto, uma sociedade fraternal, que admite todo homem livre e de bonscostumes, sem distinção de raçareligião, ideário político ou posição social. Suas principais exigências são que o candidato acredite em um princípio criador, tenha boa índole, respeite a família, possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca daperfeição, aniquilando seus vícios e trabalhando para a constante evolução de suas virtudes.
Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autônomas, designadas por oficinas, ateliers ou (como são mais conhecidas e correctamente designadas) lojas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si."